quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quem gera emprego no campo é a agricultura familiar.


Novamente, a revista Veja traz um artigo de Maílson da Nóbrega, colocando que o agronegócio é quem produz e, ao mesmo tempo, gera muito emprego neste País. É a terceira semana em que a revista traz ataques contra o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e contra a reforma agrária.

Agora, ao menos, deixaram explícita a sua verdadeira tese: tentar convencer que a Reforma Agrária não deve ser uma política prioritária do Estado brasileiro. No entanto, Maílson da Nóbrega se engana ao afirmar que a Reforma Agrária perdeu o encanto. Ao contrário, a Reforma Agrária, mais que nunca, pauta a vida de milhares de agricultores e agricultoras sem terras que, cada vez mais, organizam-se para reivindicar junto ao Estado brasileiro esta dívida histórica.

A prova está não só na militância firme do MST, mas também no surgimento de tantos outros movimentos sociais camponeses nas últimas três décadas, sem falar dos sindicatos de trabalhadores rurais que, desde muito antes da ditadura, trazem esta pauta para a sociedade. São mais de 70 movimentos de trabalhadores rurais espalhados pelo Brasil: todos querem e reivindicam a Reforma Agrária. A presidenta Dilma já declarou, há dias atrás, que nosso Governo assentará milhares de famílias, pois a política traz cidadania e bem-estar para o campo brasileiro.

Ao afirmar que o agronegócio gera empregos, a revista e seu colunista se equivocam: dados mostram que este modelo, na verdade, gera poucos empregos, mais de 10 vezes menos que a agricultura familiar, utiliza grandes extensões de terra para a monocultura para exportação, baseada em baixos salários, no uso intensivo de agrotóxicos e de sementes transgênicas. Além disso, desrespeitam as leis trabalhistas e ambientais, inclusive com a utilização de trabalho escravo.

O agronegócio tem como lógica a exploração da terra, dos recursos naturais, do trabalho e da vida das mulheres. Além disso, empresas estrangeiras passam a controlar o território brasileiro, por meio da associação com os latifúndios improdutivos, e se apropriando de terras que deveriam ser destinadas à Reforma Agrária. Não produzem alimentos para o povo brasileiro. Deterioram o ambiente com o uso da monocultura, como de soja, eucalipto, cana-de-açúcar e pecuária intensiva. Em meio o debate do Código Florestal brasileiro, todas estas questões vem à tona, mostrando a verdadeira face deste modelo de agricultura.

A Reforma Agrária é ainda política fundamental para a erradicação da pobreza: Um levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que a insegurança alimentar é maior na área rural do que na urbana: enquanto 6,2% e 4,6% dos domicílios em área urbana apresentavam níveis moderado e grave de insegurança alimentar, respectivamente, na área rural as proporções foram de 8,6% e 7%.

Esses dados mostram o quão importante é a Reforma Agrária no atual contexto. Distribuição de terras, resultado da desconcentração fundiária, somado a políticas para o desenvolvimento dos assentamentos, com um forte programa de agroindustrialização da produção, é a resposta para enfrentar a pobreza, porque gera renda, cria empregos e aumenta a produção de alimentos.

O Parlamento, por outro lado, tem criar condições e formas que retirem todo entulho autoritário que burocratiza uma ampla e irrestrita Reforma Agrária. Cito o exemplo da atualização dos índices de produtividade do campo, projeto de lei que protocolei aqui na Câmara, não só para cumprir o que a nossa constituição já prevê, mas também como forma de estabelecermos uma real desconcentração fundiária no Brasil.

Valmir Assunção é deputado federal (PT-BA), vice-líder do PT na Câmara e militante do MST-BA

Assessoria-Gabinete
Vereador Adriano Remonti
045 3379 5930

WELTER COBRA IMPLANTAÇÃO DE PLANO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA.


O deputado Welter (PT) cobrou na Assembleia Legislativa, a demora do governo do Estado em implantar o plano estadual de transportes e logística, compromisso firmado na campanha eleitoral por Beto Richa e questionou a negociação entre o governo e as concessionárias de pedágio.

"Por enquanto, o plano está apenas na promessa. Na posse da diretoria da Associação Comercial, em agosto do ano passado, o então candidato Beto Richa afirmou que iria implantar o plano, para ordenar e priorizar investimentos na melhoria e recuperação da infraestrutura do Estado e que também iria elaborar um plano rodoviário estadual, mas em quase 5 meses de governo, nada foi feito. O governador criou uma supersecretaria, entregou-a ao irmão, mas falta agilidade e ação concreta”, disse.

Segundo Elton Welter, entre as obras prometidas pelo então candidato, estão a duplicação da BR277, entre Cascavel e Medianeira, melhoria das BRs 277 e 373, entre Cascavel e Ponta Grossa, ampliação das BRs 376 e 373, entre Apucarana e Ponta Grossa, e a conclusão da BR153. “Toda a população do Oeste do Estado quer a duplicação do trecho da BR 277 entre Cascavel e Medianeira e o governador já poderia ter negociado com a Ecocataratas a duplicação, porque essa obra é uma obrigação que consta do contrato com a concessionária”.

PEDÁGIO - O deputado também questionou a negociação entre o governo do Estado e as concessionárias de rodovias para revisar as tarifas de pedágios e ressaltou que é necessário promover um debate amplo sobre o assunto. “ Não adianta reduzir a tarifa e prorrogar o tempo de execução das obras, como foi feito no passado”, pondera.

Para Welter, é o modelo de concessões que precisa ser revisto. “Os contratos são lesivos ao Paraná. A taxa de retorno é altíssima, o percentual de lucro das concessionárias é exorbitante. O que é preciso fazer é um amplo debate, para discutir com coragem o modelo, que está equivocado”, defendeu.

Segundo o deputado, o Paraná deve articular-se com o governo federal e acompanhar a discussão que ocorre no Tribunal de Contas da que está questionando a rentabilidade dos contratos de concessão firmados entre 1995 e 1997. “Esse debate também precisa ser feito aqui no Paraná e asseguro que os deputados de oposição apoiarão as iniciativas do governo no sentido de reduzir as tarifas de pedágio, porque a medida trará benefícios para todos os paranaenses. Mas baixar a tarifa e aumentar o prazo de concessão é enganar a população”, disse.

Assessoria-Gabinete
Vereador Adriano Remonti
045 3379 5930

Brasil registra criação de 272 mil empregos formais em abril, aponta Caged .

O Brasil gerou 272.225 empregos formais no mês de abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (17) pelo Ministério do Trabalho.

No mês, foram admitidas 1,77 milhão de pessoas e 1,50 milhão foram demitidas. Os números de admitidos e de demitidos são os maiores da série histórica, que teve início em 1992. O saldo do mês está acima da média para meses de abril, que é de pouco mais de 251 mil.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o saldo de geração de empregos mostra que o mercado ainda está aquecido. “A economia está aquecida e a rotatividade está muito alta. Há muito emprego temporário e também há a questão da safra no Nordeste.”

Em abril do ano passado, o país gerou mais de 305 mil novos empregos, o segundo maior saldo da série histórica para meses de abril.

Fonte: Agência Brasil

Assessoria-Gabinete
Vereador Adriano Remonti
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PROJETO DE LEI 53/2011.

Instituí o “Dia do Agente do Meio Ambiente”.




O POVO DO MUNICÍPIO DE TOLEDO, por seus representantes na Câmara Municipal, aprovou e o Prefeito Municipal, em seu nome, sancionou a seguinte Lei.

Art. 1º – Esta lei institui o “Dia do Agente do Meio Ambiente”.

Art. 2º – Fica instituído o “Dia dos Agentes do Meio Ambiente”, a ser comemorado anualmente no dia 4 de junho.
Parágrafo Único – São reconhecidos como “Agentes do Meio Ambiente” todas as pessoas que profissionalmente vivem de recolher lixo reciclável em nosso Município.

Art. 3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

SALA DE SESSÕES DA CÂMARA MUNICIPAL DE TOLEDO, Estado do Paraná, 14 de abril de 2011.






ADRIANO REMONTI



JUSTIFICATIVA

SENHOR PRESIDENTE,
SENHORES VEREADORES,



O presente Projeto de Lei visa consagrar um dia especial para comemorarmos e homenagearmos os “CATADORES DE LIXO”, que neste projeto recebem o nome de “AGENTES DO MEIO AMBIENTE”. Trabalhadores que para ressaltarmos sua importância temos que conhecer o fruto do seu trabalho, onde o resultado é um Meio Ambiente limpo e, consequentemente, vida saudável para todos os moradores do Planeta terra.

Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que jogamos fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estão se esgotando. Mesmo assim, o assunto parece não interessar grande parte da população, o que é lamentável. O primeiro passo é perceber que o lixo é fonte de riqueza e que para ser reciclado deve ser separado. Ele pode ser separado de diversas maneiras e a mais simples é separar o lixo orgânico do inorgânico (lixo molhado/lixo seco). Esta é uma ação simples e de grande valor. Os catadores de lixo, o meio ambiente e as futuras gerações agradecem.

A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. O lixo é o maior causador de degradação do meio ambiente e pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, pouco mais de (1) um quilo de lixo por dia. Desta forma, será inevitável o desenvolvimento de uma cultura de reciclagem, tendo em vista a escassez dos recursos naturais não renováveis e a falta de espaço para acondicionar tanto lixo.

Encarar de frente os problemas ambientais é essencial pois é dele que depende a qualidade de vida da população. É preciso que as pessoas se conscientizem em preservar o meio ambiente, pois isto sim trará inúmeras melhorias em nossa qualidade de vida.

Os catadores de lixo, formam um segmento que com seu trabalho reduz drasticamente o impacto ambiental dos resíduos sólidos. No entanto, os catadores ainda são bastante discriminados; todas as conquistas do grupo, desde associações e cooperativas até melhores equipamentos para a realização de suas tarefas foram obtidas com o próprio esforço de seus membros. É papel dos governantes oportunizar não só melhores condições de trabalho, mas também um reconhecimento por sua importante função social. Portanto, é necessário que o poder público valorize o trabalho realizado por estes “catadores de lixo”. A tarefa é importante também para o resgate da autoestima, pois eles saberão que não estão apenas catando papel ou lixo, mas estão ajudando a sociedade e os cidadãos a viverem melhor. Principalmente, qual será a destinação de cada tipo de resíduo.

A maior discriminação vem do próprio poder público, que ainda não percebeu a utilidade social dos catadores. Com este Projeto de Lei estes terão um dia especial no calendário do Município. Sabemos que é o mínimo, mas temos que lutar para ser o início de um reconhecimento de um apoio para se organizarem e continuarem este importante trabalho.

Com a instituição do projeto, a Secretária de Meio Ambiente poderá; realizar palestras sobre o tema, palestras sobre saúde, segurança no trânsito, também poderá promover um ato social (corte de cabelo gratuito, almoço, exame de saúde básico gratuito para os agentes de meio ambiente nesse dia, etc).

Ante o exposto, conclamamos aos nobre pares, no sentido de aprovarmos o presente projeto de lei.

SALA DAS SESSÕES DA CÂMARA MUNICIPAL DE TOLEDO, Estado do Paraná, em 14 de abril de 2011.

Este Projeto foi aprovado por unanimidade.



ADRIANO REMONTI



EXECELENTÍSSIMO SENHOR
ADELAR HOLSBACH
PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL
TOLEDO- PARANÁ

Assessoria-Gabinete
Vereador Adriano Remonti
045 3379 5930

Welter defende integração modal de transporte para Região Oeste.


O deputado Elton Welter ( PT) defendeu, nesta segunda-feira ( 16) que o governo do Paraná adote as propostas do Pacto Oeste como política de Estado para o desenvolvimento econômico e social daquela região. O Pacto Oeste reúne 11 municípios do eixo Cascavel-Guaíra e propõe a integração dos modais de transporte rodoviário, ferroviário,aeroportuário e hidroviário, para aumentar a competitividade e agregar valor à produção regional.
Segundo Welter, “ o Pacto Oeste é um projeto real e audacioso, não é um sonho, mas sim uma necessidade. Estamos na maior região produtora de proteína animal, o mundo precisa da nossa produção, é uma causa de todos nós, pois consolidando o modal rodoviário com o ferroviário e hidroviário pelo rio Paraná e o aéreo de carga, seremos uma das regiões mais ricas, basta olharmos para as cooperativas e indústrias que temos aqui. A integração dos modais vai facilitar o transporte e reduzir o custo da nossa produção, tornando-nos mais competitivos e vamos gerar mais tributos para a União, o Estado e Municípios”, defende Welter.

O deputado esclarece que o Pacto Oeste faz parte da agenda do governo federal, estado e lideranças regionais. Algumas obras já tem recurso previstos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. “O estado vai intervir para garantir esta integração modal, mas em parceria com a iniciativa privada. O desafio é colocar o Projeto no Plano Plurianual da União e do estado e incluir suas ações nos orçamentos deste ano”.

Welter enfatizou que as lideranças regionais não devem perder o foco, neste momento. “Precisamos ficar atentos aos prazos da execução dos projetos licitados e garantir muita articulação política”.

As obras de rodovias são as mais adiantadas. “Já estão previstas no PAC 2 as obras de Cascavel até Guaira. São R$ 280 milhões para a restauração da BR 163, e está em estudo a duplicação de Toledo a Marechal Cândido Rondon. Já de Rondon a Guaíra foi licitada a terceira pista, a recuperação e o acostamento. Estas ações vão melhorar as condições da integração da nossa região, que pode se tornar a maior produtora de proteína vegetal e animal do mundo”.

A integração dos transportes prevê a extensão da Ferroeste, até o Mato Grosso do Sul e as obras até o Porto de Paranaguá. “O estudo de viabilidade técnica e econômica do ramal ferroviário que deve integrar Paranaguá, Cascavel, Guaíra e Mato Grosso já foi licitado pela Valec. O projeto contempla 1200 km de ferrovia, que vão integrar todo o Estado, de Guairá até Paranaguá.

Elton Welter disse que o Pacto Oeste deve passar pela elaboração de um plano que indicará o local adequado para um aeroporto de cargas. “Queremos conciliar o transporte de passageiros e de carga e logisticamente é preciso pensar na integração dos modais, assim o plano deve levar em conta essa condição”.

Fonte: www.welter.org.br

Assessoria-Gabinete
Vereador Adriano Remonti
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